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Quando se deve discutir e como argumentar
Aeste respeito temos uma lista de fatores que devemos levar em conta nos casos que os ânimos começam a exaltar. De acordo com a teoria ( que dá bons resultados na prática ), quem treina e ensaia suficientemente bem consegue quase automaticamente agir de determinada maneira, consequentemente a pessoa reage de modo correto, mesmo sob estresse, isto é, quando dominada por emoção, tensão, raiva ou temor. Apresentamos a seguir as táticas ou os métodos apropriados à obtenção de vitória numa discussão. Alguns podem parecer óbvios, mas sua repetição é justificável porque muitas pessoas não os aplicam ou os utilizam erradamente.
- Não envolva a pessoa, isto é, não critique ou ofenda alguém para tornar sua opinião vitoriosa. Que consiga ou não impor por meio de ataque pessoal ao oponente, a ofensa assacada contra ele, na frente de outros ou a demonstração de que está errado, fará com que conquiste um inimigo eterno. É melhor dizer: “Cheguei a uma conclusão diferente do que afirmar: Você está errado”;
- Proporcione sempre ao adversário a possibilidade de um recuo honroso ou de reconhecer que tinha razão. Não abuse de sua situação de superioridade. Quando vencer seja generoso. Isso não é difícil. Procure deixar que o adversário se solte do anzol, a não ser que seja reincidente;
- Não fuja do problema em pauta, nem resgate o passado para tratar de outros problemas que você quer discutir. Não adie a solução de problemas para de repente abordar todos ao mesmo tempo;
- Antes de falar com alguém, verifique se de fato é a pessoa capaz de resolver o seu problema. Um erro comum é o interessado tratar do caso e dar sua opinião a respeito com todo mundo, menos falar que tem condições de fazer algo;
- Procure entender o modo de ver do outro antes de discutir com ele. Você pode discordar dele, mas você tentar colocar-se na posição do outro, muitas vezes conseguirá apresentar seus argumentos de maneira aceitável para ele. Lembre-se de que você precisa convencer alguém a fazer como você considera certo: zanga, bate-boca, xingamento de nada adianta. As explicações dadas com calma, bem como de maneira racional e lógica têm muito mais possibilidade de convencer os outros;
- Ao discutir procure dizer exatamente o que você quer. Muitas vezes as pessoas se apresentam com a intenção de expor um problema, mas não informam que providência querem que seja tomada. Ela pode ser óbvia para o interessado, mas não para os outros. Por isso, o que é desejado precisa ser dito com toda clareza. Não devemos supor que os outros tirarão as mesmas conclusões ou solucionarão o caso da mesma maneira que nós. Embora possamos tê-los convencidos de que tínhamos razão, eles podem tomar decisões contrárias aos nossos interesses, porque deixamos que decidissem de acordo com o modo de ver deles. Devemos examinar bem os problemas antes de tomar uma iniciativa;
- Prepare-se para ouvir tanto tempo quanto falar. Dê ao interlocutor tempo para ele responder. Expor apressadamente o que você quer e encerrar a conversa abruptamente resulta em nada, apenas convence que você se descontrola, explode e foge. Quem age assim, dificilmente é considerado merecedor de crédito;
- Não insista em reprisar continuamente o mesmo problema. Lembre-se de que só existem duas alternativas possíveis para uma discussão: ganhar ou perder. Se perder você deve resignar-se com a derrota, e nunca mais continuar batendo na mesma tecla.
Em suma, só devemos discutir quando houver condições favoráveis. Neste caso, precisamos reparar nossas táticas e apresentar a nossa argumentação de maneira a assegurar nossa vitória. Não devemos ostentar nosso sucesso, quando vencemos, mas é convincente que aceitarmos nossas derrotas com esportividade. É fácil sermos bons ganhadores, mas quem perde tende a reclamar.
Lembre-se de seus objetivos a longo prazo. Não ganhe uma medalha e perca a guerra. Portanto, tenha cuidado com a maneira de discutir, com o interlocutor e com os problemas a resolver. Pense muito antes de gritar com alguém, vantagens obtidas na base do grito não são compensadoras.
Como agir com um condômino hostil
Para o Síndico, poucas coisas são tão desagradáveis quanto enfrentar um condômino enraivecido. Quer os problemas sejam reais ou imaginários, a tensão gerada pelo confronto direto, representa um pesado ônus emocional negativo para ambas as partes. Existem, felizmente, algumas coisas que os Síndicos podem fazer para aliviar a tensão e criar um clima adequado e uma relação de natureza construtiva que leve o condômino a reagir, por sua vez, de maneira positiva.
Clima adequado
Em primeiro lugar deve-se procurar um local de encontro tranqüilo, onde a atenção não possa ser distraída.
É preciso dar ao condômino a certeza de que o problema surgido será tratado com o máximo de atenção e que será reservado tempo suficiente para esgotar o assunto.
Ouvir para saber
A capacidade de discernir as idéias mais importantes revela o bom Síndico. É fundamental esforçar-se para ver o problema pelo prisma do condômino.
O Síndico terá de ficar muito atento, pois a verdadeira mensagem poderá estar mascarada por justificativas artificiais. Exemplos descabidos e repetições, bem como, não raro, entremeada por observações coléricas. Embora o diálogo ofereça a possibilidade de uma troca de idéias, o clima emocional pode tornar nebulosas as questões.
Qualquer que seja a controvérsia, o Síndico inteligente busca sempre, antes de discordar, ressaltar os pontos de concordância. À medida que o condômino for expondo a situação, o Síndico irá selecionando as idéias em torno das quais, se poderá chegar a um entendimento. Conseguir, de início, mesmo um ligeiro entendimento pode contribuir grandemente para aliviar a tensão.
Chegando-se a certo entendimento recíproco, embora restrito, é hora de identificar as dificuldades centrais da maneira mais clara e honesta possível. A esta altura é preciso que o Síndico esteja seguro de que ele e o condômino tem a mesma percepção do problema.
Reação construtiva
A atenção no ouvir pode ser coadjuvada por uma atitude de reação controlada. O Síndico deve ter sempre em mente que o objetivo é resolver um problema e não provar que o condômino está errado ou não compreende a situação. Para reagir construtivamente, o Síndico deve avaliar primeiro as idéias do condômino e depois suas atitudes. Em qualquer alteração os participantes tendem a reagir mais à forma de expressão do que propriamente à idéia exposta. Irritação gera irritação e os contendores se enchem de melindres, aumentando ao mesmo tempo a má vontade entre eles. Numa situação de tensão, o síndico capaz de separar o significado de uma comunicação, da forma pela qual ela foi expressa, evita reagir explosivamente diante das explosões do condômino.
Uma segunda sugestão aos Síndicos é que se abstenham de reagir de pronto ao que está sendo dito. O Síndico que reage com calma, poupa energia emocional de que pode ser aplicada na solução o problema. Ele deve saber “segurar as pontas” e saber permitir que o condômino fale até o fim, com o menor número possível de interrupções. Só deve fazer perguntas para evitar mal-entendidos. Uma reação descontrolada e algo que tenha sido dito, poderá provocar incompreensão, enquanto uma reação calma e refletida estimula um diálogo franco. Ao mesmo tempo em que assegura um relacionamento positivo entre Síndico e condômino.
Sendo flexível, o Síndico saberá decidir se deve ou não tomar nota. Talvez seja necessário, se a queixa for complexa ao ponto de dar margem a interpretações variadas. Por outro lado, poderá ser de igual importância não fazer anotações, visto que ato de escrever poderá desviar a atenção ou ser considerado descortês.
Se for necessário um registro escrito, deve-se pedir permissão para tal, pois esse procedimento pode retardar a entrevista, aumentando o sentimento de frustração do condômino que deseja ser ouvido rapidamente. Mesmo enquanto se escreve, é importante demonstrar atenção às observações do condômino, voltando para ele os olhos com freqüência. Concluída a exposição do condômino, o Síndico deve fazer um resumo do problema, talvez através da leitura de suas notas. Tal resumo deve ser feito no final da entrevista, quando nada mais houver para ser acrescentado.
Quaisquer que tenha sido as questões discutidas e as conclusões tiradas, o Síndico deve voltar ao condômino para apresentar-lhe uma análise do problema e uma proposta de solução. Se o Síndico tiver ouvido o condômino com atenção, com calma e boa vontade, facilitará uma solução. Qualquer decisão final deverá ser discutida com o condômino, fazendo-se com que ele tenha consciência de sua contribuição para que ela fosse tomada.
A habilidade de ouvir com atenção em situações de tensão pode ensejar reações construtivas.
O condômino hostil pode, na verdade, estimular soluções compensadoras quando se encaram as tensões não como empecilhos, mas sim como instrumentos para se chegar a um bom entendimento.
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